22 de jan. de 2026
Compartilhe

Por Lucas Lima
Na série #CaféComBlockfy, abrimos espaço para histórias reais do nosso time. Histórias que não seguem roteiros prontos, mas mostram como trajetórias se constroem no dia a dia, no esforço contínuo, desafio por desafio.
Desta vez, quem compartilha sua jornada é Lucas Lima, Desenvolvedor Front-end do time de tecnologia da Blockfy.
Curiosidade antes do cargo
Nunca sonhei em “ser desenvolvedor” no sentido clássico. O que sempre me acompanhou foi a curiosidade. Desde o início, me interessava entender como as coisas funcionavam por trás das interfaces: como um produto era construído visualmente, como decisões de design se transformavam em experiências reais e como esse processo acontecia na prática. O código veio depois.
Meu primeiro contato com programação aconteceu na universidade, durante os projetos acadêmicos e na empresa júnior, quando ainda era estudante. Foi ali que comecei a perceber o quanto lógica e criatividade caminhavam juntas. A possibilidade de resolver problemas reais, combinando visão de produto e execução técnica, foi o que me prendeu de vez à tecnologia.
Com o tempo, ficou claro que tecnologia não se resume a escrever código. Trata-se de construir soluções que funcionam em contextos complexos, com impacto direto na experiência de quem está do outro lado da tela.
Aprender fazendo, errando e refazendo
Minha trajetória não foi linear. Passei por projetos pequenos, sistemas legados e pela transição de carreira de designer para Desenvolvedor Front-end. Essa bagagem em design acabou se tornando um diferencial importante, ajudando a ter uma visão mais apurada da interface, da usabilidade e da fidelidade ao que foi pensado em produto.
Em cada etapa, aprendi algo novo: paciência, leitura de código de outras pessoas, importância de testes e o impacto que uma decisão técnica pode ter no longo prazo.
Em tecnologia, errar faz parte. O que muda tudo é o ambiente. Na Blockfy, encontrei um espaço onde perguntas são bem-vindas e aprender faz parte do processo. Não existe a expectativa de saber tudo, mas sim de querer entender, evoluir e colaborar.
Isso muda completamente a forma como você cresce.
Tecnologia como meio, não como fim
Trabalhar com pagamentos globais envolve uma responsabilidade grande. Performance, segurança, responsividade e clareza das informações não são diferenciais, são requisitos básicos.
Ao longo do tempo, aprendi a olhar além da stack. Cada decisão impacta o negócio, os parceiros e o usuário final. O código não existe isolado, ele faz parte de um ecossistema que precisa funcionar bem, com qualidade visual e alinhamento aos fundamentos do nosso ecossistema.
Essa visão transformou minha forma de desenvolver. Hoje, penso menos em qual tecnologia usar e mais em qual problema estamos resolvendo e para quem.
Lições para quem constrói carreira em tecnologia
Com o tempo, algumas ideias ficaram claras para mim:
1. Curiosidade sustenta mais do que títulos
Cargos mudam, tecnologias mudam. O que permanece é a vontade de aprender.
2. Crescer não é correr
Nem toda evolução é visível. Muitas acontecem em silêncio, enquanto você entende melhor um problema ou aprimora um detalhe que quase ninguém percebe.
3. Perguntar é sinal de maturidade
Ambientes saudáveis incentivam dúvidas. Foi assim que mais evoluí tecnicamente.
4. Tecnologia é trabalho em equipe
Os melhores produtos nascem da colaboração entre engenharia, design, produto e negócio.
Não existe linha de chegada
Hoje, olho para trás e vejo uma grande mudança, marcada pela transição de profissão. Mais do que uma sequência de passos, foi uma decisão importante, um desafio que abriu espaço para muitas outras escolhas ao longo do caminho.
Carreiras em tecnologia não têm um destino final. Elas se transformam. O importante é continuar em movimento, aberto a aprender e disposto a se adaptar.
Na Blockfy, acredito que é isso que construímos todos os dias. Não apenas produtos, mas pessoas que evoluem junto com a tecnologia.
Artigo por
Lucas Lima
Desenvolvedor Front-end na Blockfy

